Nas entranhas do mato, onde a mata é densa,
Habita a Caipora, lenda de grande defensa,
Com seus cabelos de fogo, a floresta a proteger,
Dos invasores sem respeito, que insistem em colher.
Indígena e poderosa, guardiã do sertão,
A Caipora surge, em toda sua devoção,
Com uivos ferozes, que ecoam pela mata,
Espantando os caçadores, em uma dança exata.
Montada em um porco do mato, lança em punho a brilhar,
A Caipora cavalga, pronta para enfrentar,
Aqueles que ousam desafiar, os limites da natureza,
Pois ela é a protetora, da vida, da beleza.
Com sua sabedoria ancestral, controla os animais,
Espantando-os quando há perigo, nas sombras, nos quintais,
Confundida com o Curupira, mas com sua própria missão,
A Caipora é prima, em defesa da criação.
Seus cabelos de fogo, refletem a paixão,
Pela floresta que ama, sua eterna mansão,
E nos olhos faiscantes, o brilho da devoção,
Pela fauna e pela flora, sua eterna proteção.
Nos mitos do cordel, sua história ecoa,
A Caipora, guardiã, cuja lenda nos entoa,
Respeitemos sua morada, sua casa, seu lar,
Pois a Caipora está sempre a vigiar.
Com seu porco do mato, lança em punho a brilhar,
A Caipora cavalga, pronta para lutar,
Pela preservação, pela vida a se embalar,
Nas lendas do folclore, sua essência a brilhar.
Então, viajante, ao adentrar o sertão,
Lembre-se da Caipora, sua proteção,
E caminhe com respeito, em sua direção,
Pois a Caipora é guardiã, da nossa floresta, da nossa nação.